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A VERDADEIRA CAUSA DO GANHO DE PESO!

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Crédito da Imagem: Design by Canva

O Dr. Benjamin Bikman argumenta que reduzir o ganho de peso a uma equação simples de “calorias dentro, calorias fora” ignora processos biológicos fundamentais. Ele destaca que hormônios — especialmente a insulina — e, em casos raros, variantes genéticas, regulam diretamente onde e quando o corpo armazena gordura. Mutações monogênicas em genes como leptina, POMC e MC4R provam que alterações hormonais podem sobrepor-se fortemente ao comportamento e à ingestão calórica, produzindo fome excessiva ou inflação do armazenamento adiposo independentemente do esforço voluntário da pessoa para comer menos ou se exercitar mais.

Bikman explica que a insulina é o principal sinal metabólico para o armazenamento de combustível: quando os níveis de insulina estão cronicamente elevados — seja por dieta rica em carboidratos refinados, resistência insulínica ou predisposição genética — o corpo prioriza o depósito de glicose como gordura e reduz a mobilização de ácidos graxos dos estoques adiposos. Na resistência à insulina, o tecido muscular e outros tecidos não respondem bem à insulina, exigindo níveis maiores do hormônio para manter a glicemia; isso cria um ciclo em que mais insulina significa mais armazenamento e menos facilidade para perder gordura, mesmo em déficit calórico.

Além disso, Bikman aborda a leptina e os sinais de saciedade: a deficiência de leptina ou defeitos na sinalização leptínica alteram a percepção de fome e saciedade, levando a comportamento alimentar que favorece ganho de peso. Ele também diferencia obesidade comum de obesidade monogênica — esta última é rara, mas ilustrativa, pois demonstra que uma única mutação pode transformar completamente o controle do apetite e do peso corporal, evidenciando que fatores biológicos podem anular simples conselhos comportamentais.

Com base nisso, Bikman defende estratégias que visem reduzir a insulina circulante e melhorar a sensibilidade insulínica como meios mais eficazes de tratar e prevenir ganho de gordura: dietas com menor teor de carboidratos, especialmente os refinados, jejum intermitente sob orientação e intervenções que melhorem a sensibilidade à insulina podem facilitar a liberação de gordura armazenada e reduzir a fome. Ele não nega a importância de comportamento, atividade física e calorias, mas posiciona os hormônios como o determinante central que deve orientar intervenções clínicas e pessoais para controle de peso.

Confira o episódio completo:

 

Confira também a matéria: https://www.metabolichealthbrasil.com.br/news/?url=insulina-e-emagrecimento:-entenda-a-relacao!

Benjamin Bikman

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Professor, autor, pesquisador e cientista metabólico.

Fundador do site https://www.insuliniq.com

Autor dos livros: "Why we get sick" e How not to get sick"