O artigo "Atitude e comportamento alimentar - determinantes de escolhas e consumos" de Marle Alvarenga, Priscila Koritar e Jéssica Moraes, no Capítulo 2 do Livro "Nutrição Comportamental", 2ª Edição, explora como as atitudes e comportamentos alimentares influenciam as escolhas e os padrões de consumo dos indivíduos. As autoras discutem a relação entre fatores psicológicos, sociais e culturais que moldam as preferências alimentares, destacando a importância da educação nutricional e da conscientização sobre hábitos saudáveis.
Abordam ainda a diferenciação entre atitude e comportamento alimentar. A atitude refere-se a uma predisposição mental ou emocional em relação a um determinado objeto ou situação, enquanto o comportamento alimentar seria a ação real de consumir alimentos. Em outras palavras, a atitude pode influenciar o comportamento, mas não necessariamente o determina, pois outros fatores, como contexto social e disponibilidade de alimentos, também desempenham um papel crucial.
Além disso, as autoras discorrem sobre os três componentes da atitude: o componente cognitivo, que refere-se às crenças e pensamentos que uma pessoa tem sobre a alimentação; o componente afetivo, que envolve as emoções e sentimentos associados a determinados alimentos; e o componente comportamental, que diz respeito à intenção de agir de uma determinada maneira em relação à alimentação. A interação desses três componentes ajuda a moldar as atitudes em relação à alimentação, que, por sua vez, influencia as escolhas e comportamentos alimentares dos indivíduos.
E concluem as autoras que intervenções que visam modificar atitudes em relação à alimentação podem ser eficazes na promoção de hábitos alimentares mais saudáveis e na prevenção de doenças relacionadas à alimentação.
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