Neste episódio do site Insulin IQ, o professor e pesquisador Benjamin Bikman , visa compartilhar informações sobre saúde metabólica e resistência à insulina, com foco na síndrome metabólica que afeta cerca de metade dos adultos globalmente, sendo a condição de saúde mais prevalente. A saúde metabólica é definida em parte pela síndrome metabólica, que inclui cinco condições: alta glicemia, circunferência da cintura elevada, triglicerídeos altos, pressão arterial alta e baixo HDL. Cada um desses fatores indicaria problemas de saúde, como a dificuldade do corpo em processar glicose, o acúmulo de gordura visceral e o aumento do risco de doenças cardíacas. A aula incentiva perguntas para aprofundar a compreensão do tema.
Essas condições, segundo o autor, estariam interligadas pela resistência à insulina, que é o fator central da síndrome. Originalmente chamada de síndrome de resistência à insulina, essa condição seria crucial para entender a saúde metabólica, pois a resistência à insulina influenciaria diretamente várias doenças crônicas.
A resistência à insulina ocorreria quando algumas células, como as do fígado, não respondem mais adequadamente à insulina, que antes abria suas "portas" para permitir a entrada de glicose. Com o tempo, essas células se tornam menos sensíveis à insulina, resultando em níveis elevados de insulina no sangue, um fenômeno conhecido como hiperinsulinemia. Embora algumas células ainda respondam bem à insulina, a superexposição a altos níveis de insulina pode levar a uma resposta exagerada nessas células sensíveis.
Destaca o autor que, além da síndrome metabólica, a saúde metabólica também pode ser definida pela flexibilidade metabólica, que é a capacidade do corpo de alternar entre as principais fontes de combustível: gordura e glicose. O corpo muda sua fonte de energia dependendo da dieta e das necessidades, queimando principalmente gordura ou açúcar, dependendo da ingestão de macronutrientes. Essa flexibilidade é crucial para a saúde metabólica.
Sendo que a inflexibilidade metabólica seria, portanto, uma manifestação da resistência à insulina. Além disso, quando a insulina é mantida baixa por um período prolongado, o fígado pode queimar mais gordura do que o necessário, resultando na produção de cetonas. Isso destaca a importância da insulina na determinação da fonte de combustível utilizada pelo corpo. A medição dos níveis de cetonas poderia servir como um marcador da flexibilidade metabólica. Se, após um jejum de 16 horas, os níveis de cetonas estiverem baixos ou indetectáveis, isso indica que a insulina está alta, inibindo a queima de gordura e a produção de cetonas. Por outro lado, níveis elevados de cetonas após o jejum sugerem boa flexibilidade metabólica e sensibilidade à insulina.
A resistência à insulina seria, portanto, um problema de saúde comum, em parte devido à abordagem médica que foca na glicose, ignorando a insulina elevada como um marcador crucial. A resistência à insulina, ou pré-diabetes, é caracterizada por níveis altos de insulina, que são necessários para controlar a glicose. Muitas pessoas apresentam sinais de resistência à insulina, como hipertensão e dislipidemia, sem que seus níveis de glicose estejam alterados. Isso ocorre porque a insulina elevada pode ser um indicador de problemas metabólicos até 20 anos antes que a glicose comece a mudar. Se adotássemos uma perspectiva centrada na insulina, poderíamos detectar a resistência à insulina em estágios iniciais.
Além disso, enfatiza o autor, que intervenções médicas que visam reduzir a glicose, como a administração de insulina, podem piorar a resistência à insulina, pois aumentam ainda mais os níveis de insulina. Isso pode levar a complicações de saúde, como doenças cardíacas e diabetes tipo 2. O estilo de vida, incluindo hábitos alimentares e de sono, também contribui para a resistência à insulina.
E conclui que sinais de resistência à insulina incluem pressão alta e alterações na pele, como acantose nigricans e marcas na pele. Esses indicadores poderiam ajudar a identificar o problema antes que se torne mais grave.
A seguir episódio completo da aula do professor Benjamin Bikman: