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MELHORE SUA SAÚDE METABÓLICA!

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Crédito da Imagem: Design by Canva

A Dra. Rhonda Patrick apresentou uma palestra no evento da A4M (American Academy of Anti-Aging Medicine) focada em três fatores principais do estilo de vida que impactam significativamente a saúde metabólica: treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT), alimentação cronometrada circadiana e sono.

No primeiro tópico, a Dra. Patrick explicou como o treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) é uma forma eficiente de exercício que aumenta a frequência cardíaca para níveis de pelo menos 75% da frequência cardíaca máxima, seguido por períodos de recuperação. Ela apresentou evidências de meta-análises de 50 ensaios clínicos randomizados mostrando que o HIIT supera exercícios contínuos de intensidade moderada na redução da resistência à insulina, melhora dos níveis de HbA1c, diminuição do peso corporal e redução dos níveis de glicose em jejum. Um importante mecanismo de ação do HIIT é a produção de lactato, que funciona como uma molécula de sinalização que aumenta os transportadores de glicose (GLUT4) nas células musculares, melhorando a captação de glicose por até 48 horas após o exercício.

A palestrante também explicou como o HIIT melhora a função mitocondrial, algo crucial pois pessoas com síndrome metabólica, resistência à insulina e diabetes tipo 2 apresentam mitocôndrias disfuncionais. O exercício intenso ativa a mitofagia (processo de reparo mitocondrial) e aumenta a biogênese mitocondrial (criação de novas mitocôndrias). Ela detalhou diversos protocolos de HIIT eficazes, como o Tabata (20 segundos intensos/10 segundos de descanso) e o 4x4 norueguês (4 minutos intensos/3 minutos de recuperação).

Quanto à alimentação cronometrada circadiana, a Dra. Patrick destacou como nosso metabolismo segue um ritmo circadiano, sendo mais sensível à insulina pela manhã e menos à noite. Ela explicou o papel da melatonina, que além de regular o sono, também "acalma" o pâncreas à noite, reduzindo a produção de insulina. Por isso, comer tarde da noite, quando os níveis de melatonina estão elevados, prejudica a regulação da glicose. A recomendação é terminar a última refeição pelo menos três horas antes de dormir.

A Dra. Patrick abordou também a restrição alimentar por tempo (janelas de alimentação de 6-10 horas), mostrando evidências de que essa prática melhora a sensibilidade à insulina, diminui a pressão arterial e melhora os perfis lipídicos, mesmo sem redução calórica. Ela citou pesquisas do Dr. Satchin Panda demonstrando os benefícios metabólicos dessa abordagem.

No terceiro tópico, sobre sono, a palestrante explicou como até mesmo uma restrição leve do sono (1-3 horas a menos por noite) durante três noites consecutivas pode aumentar os níveis de insulina em jejum e diminuir a sensibilidade à insulina. Ela citou estudos mostrando que dormir menos de 7 horas por noite está associado a elevações na insulina em jejum, níveis de glicose, HbA1c e aumento da gordura visceral. A faixa ideal de sono para menor risco de diabetes tipo 2 é de 7-9 horas por noite.

A Dra. Patrick concluiu apresentando estratégias para melhorar o sono, incluindo higiene do sono adequada (exposição à luz brilhante pela manhã, evitar luz azul à noite, controlar a temperatura do quarto), extensão do sono e terapia cognitivo-comportamental para insônia (CBTI). Para situações onde melhorar o sono é desafiador, como no jet lag, ela sugeriu que o HIIT pode ajudar a mitigar os efeitos negativos da privação de sono na saúde metabólica.

No encerramento, a Dra. Patrick enfatizou que estas três ferramentas - exercícios de alta intensidade, alimentação alinhada ao ritmo circadiano e sono otimizado - são intervenções poderosas e acessíveis para melhorar a saúde metabólica.

Rhonda Patrick

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Biomédica.

Fundadora do canal  https://www.foundmyfitness.com