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INFLAMAÇÃO CRÔNICA: COMO PREVENIR!

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Crédito da Imagem: Design by Canva

A inflamação crônica, como explica o Dr. Takassi, é um dos pilares silenciosos por trás da maioria das doenças modernas — desde problemas cardiovasculares até câncer e distúrbios autoimunes. Diferente da inflamação aguda, que é necessária para reparar tecidos e combater infecções, a inflamação crônica se instala de forma lenta e contínua, muitas vezes sem sintomas evidentes, e vai desgastando o organismo ao longo dos anos. Segundo o médico, esse processo é alimentado por uma série de fatores ligados ao estilo de vida, especialmente à alimentação.

Um dos principais gatilhos é a resistência à insulina, resultado do consumo excessivo de carboidratos refinados, açúcar e farinha branca. O Dr. Takassi explica que o excesso de glicose provoca glicação — uma reação que danifica proteínas e lipídios — e isso ativa o sistema imune de forma constante. Paralelamente, a insulina elevada estimula o acúmulo de gordura abdominal e hepática, que por si só libera substâncias inflamatórias como interleucina-6 e TNF-alfa.

Outro ponto central abordado pelo médico é o estresse oxidativo, quando a produção de radicais livres supera a capacidade antioxidante do corpo. Esse desequilíbrio danifica células e membranas, levando o sistema imune a atacar estruturas alteradas e perpetuar o ciclo inflamatório. Exames simples, como Gama GT e fosfatase alcalina, podem indicar esse estado antes mesmo de marcadores inflamatórios clássicos, como PCR, se elevarem.

A saúde intestinal também ocupa papel de destaque. O Dr. Takassi reforça que 70% do sistema imune amadurece no intestino, e qualquer desequilíbrio — como disbiose, aumento da permeabilidade intestinal ou má digestão — pode ativar respostas inflamatórias. Alimentos ultraprocessados, excesso de trigo (pela gliadina) e má mastigação contribuem para lesões na barreira intestinal, permitindo a passagem de peptídeos e lipopolissacarídeos para a corrente sanguínea, o que hiperestimula o sistema imune.

O médico ainda destaca o impacto do eixo HPA (hipotálamo–hipófise–adrenal), mostrando como estresse crônico, sono inadequado e predominância simpática elevam o cortisol e a adrenalina, favorecendo inflamação sistêmica. Além disso, o contato contínuo com toxinas ambientais — como BPA, metais pesados e corantes — adiciona mais carga inflamatória ao organismo.

Para o Dr. Takassi, antes de pensar em alimentos anti-inflamatórios, é essencial parar de inflamar. Isso envolve comer devagar, mastigar bem, evitar excesso de líquidos durante as refeições, reduzir ultraprocessados, priorizar comida de verdade e jantar mais cedo, permitindo que o corpo use o período noturno para regeneração celular — especialmente no intestino.

Ele também discute alimentos específicos que podem agravar a inflamação, como trigo (pela amilopectina e gliadina), leite A1 (pela formação de BCM-7) e óleos vegetais aquecidos, que aumentam o estresse oxidativo. Por outro lado, destaca que derivados de leite A2, como queijos e iogurtes de boa qualidade, podem ser bem tolerados e até benéficos para quem não tem sensibilidade à lactose.

Ao longo do vídeo, o Dr. Takassi reforça que saúde não exige perfeição, mas equilíbrio e constância. Pequenas mudanças sustentadas ao longo do tempo têm impacto muito maior do que tentativas radicais e temporárias. Entender os mecanismos da inflamação é o primeiro passo para fazer escolhas mais conscientes e construir, dia após dia, um corpo menos inflamado e mais resiliente.

Confira o episódio completo:

 

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Dr. Guilherme Takassi

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Médico.

Fundador do canal do You Tube "Dr. Takassi"