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A IMPORTÂNCIA DO SONO PARA SUA SAÚDE METABÓLICA.

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Crédito da Imagem: Design by Freepik

O Dr. Ben Bikman, especialista em saúde metabólica, discute em sua palestra a profunda relação entre o sono, o cortisol, a melatonina e a saúde metabólica, destacando como esses fatores estão interligados e influenciam diretamente o metabolismo. Ele começa explicando o papel do cortisol, hormônio do estresse, que segue um ritmo circadiano natural, atingindo níveis mais altos pela manhã e diminuindo ao longo do dia. No entanto, a privação de sono ou padrões de sono irregulares podem manter os níveis de cortisol elevados, o que prejudica a sensibilidade à insulina e aumenta a produção de glicose pelo fígado (gliconeogênese). Esse desequilíbrio contribui para a resistência à insulina e eleva o risco de distúrbios metabólicos, como diabetes tipo 2. Além disso, o cortisol ativa as ceramidas, lipídios que bloqueiam a ação da insulina, agravando ainda mais os problemas metabólicos.

Após abordar o cortisol, o Dr. Bikman explora o papel da melatonina, hormônio produzido à noite, que inibe a secreção de insulina, promovendo um estado catabólico durante o sono. Esse estado é essencial para processos como a autofagia e a queima de gordura, já que, com a insulina baixa, o corpo muda de combustível, priorizando a gordura em vez da glicose. Ele destaca que a melatonina não apenas regula a secreção de insulina, mas também melhora sua sensibilidade, prevenindo interrupções na cascata de sinalização da insulina dentro das células. Isso é crucial para que a insulina funcione de forma eficiente, evitando que seus níveis permaneçam elevados por muito tempo, o que pode levar a problemas metabólicos. No entanto, padrões de sono irregulares, insônia ou privação de sono podem interromper esse ritmo natural, aumentando o risco de distúrbios metabólicos, como diabetes tipo 2. Ele também menciona que variações genéticas nos receptores de melatonina podem prejudicar a regulação da insulina, aumentando a probabilidade de desenvolver diabetes.

Outro ponto abordado é o impacto de hábitos noturnos na saúde metabólica e no sono. O consumo de carboidratos à noite, por exemplo, pode causar picos de glicose e insulina, ativando o sistema nervoso simpático, o que dificulta o sono ao aumentar a frequência cardíaca e a temperatura corporal. Além disso, a exposição à luz azul de dispositivos eletrônicos suprime a produção de melatonina, atrasando o início do sono e prejudicando a saúde metabólica, aumentando a resistência à insulina e comprometendo a tolerância à glicose.

O Dr. Bikman também explora o papel da suplementação de melatonina, que pode melhorar a qualidade do sono em pessoas com dificuldades para dormir, mas não apresenta benefícios para quem já dorme bem. Ele cita estudos que mostram que a melatonina pode melhorar a sensibilidade à insulina e o controle glicêmico, especialmente em pacientes com diabetes tipo 2. No entanto, ele alerta que doses elevadas e uso prolongado podem ter efeitos adversos, ressaltando a necessidade de personalização no uso desse suplemento.

Por fim, o Dr. Bikman discute o potencial das cetonas exógenas, uma área emergente de pesquisa. Ele menciona estudos que mostram que o consumo de cetonas exógenas pode melhorar a qualidade do sono, especialmente em atletas que realizam treinos intensos à noite. As cetonas ajudam a restaurar o sono REM e fornecem uma fonte de energia estável para o cérebro, evitando as flutuações de glicose que podem prejudicar o sono. Ele conclui enfatizando a importância de pequenas mudanças no estilo de vida, como evitar refeições ricas em carboidratos antes de dormir, reduzir a exposição à luz azul e, em alguns casos, considerar o uso de cetonas exógenas ou melatonina para otimizar o sono e a saúde metabólica.

Confira o episódio completo:

 

Confira no Guia Prático Reparação sugestões para um sono restaurador.

Benjamin Bikman

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Professor, autor, pesquisador e cientista metabólico.

Fundador do site https://www.insuliniq.com

Autor dos livros: "Why we get sick" e How not to get sick"